{"provider_url": "https://www.cristina.mg.leg.br", "title": "Cristina, Cidade Imperatriz.", "html": "<p style=\"text-align: justify; \"><span><br /></span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><strong>Hist\u00f3rico</strong></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>O Sul de Minas foi efetivamente desbravado e povoado somente na segunda metade do s\u00e9culo XVIII, quando come\u00e7ou a se esgotar o ouro da regi\u00e3o mineradora. \u00a0Homens sedentos de riqueza vieram \u00e0 procura do precioso metal nos sert\u00f5es sul mineiros, que serviam de caminho do litoral para o interior. Outros os seguiram, atra\u00eddos pela possibilidade de se apossarem das vastid\u00f5es de terras e pela fertilidade de seu solo.Assim foi povoado o Sert\u00e3o da Pedra Branca, habitado, at\u00e9 ent\u00e3o, somente por \u00edndios da tribo dos Puris. \u00a0Em torno do pico com o mesmo nome (que servia de refer\u00eancia aos viajantes), a partir de 1797, at\u00e9 a segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XIX, surgiram 22 sesmarias (por\u00e7\u00f5es de terra doadas pela Coroa Portuguesa para serem desbravadas e povoadas), dentre elas a de Cumquibus, situada entre os rios Urutu (atual Lambari) e do Bode, e que deu origem \u00e0 cidade de Cristina. Domingos Rodrigues Sim\u00f5es foi seu primeiro propriet\u00e1rio e povoador.</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>A sesmaria j\u00e1 era um pequeno arraial quando, em 1817, alguns moradores, solicitaram \u00e0 Diocese de Mariana licen\u00e7a para constru\u00e7\u00e3o de uma capela, tendo como orago o Divino Esp\u00edrito Santo.\u00a0Por volta de 1820, a capela j\u00e1 estava conclu\u00edda e em funcionamento.Uma sesmaria de destaque no per\u00edodo foi a da Gl\u00f3ria, de propriedade do padre a\u00e7oriano Jos\u00e9 Dutra da Luz. Nela foi erigida a primeira ermida da regi\u00e3o, dedicada a Nossa Senhora da Gl\u00f3ria, isto por volta de 1810, freq\u00fcentada pelos primitivos moradores do local.O sacerdote, depois de dedicar-se \u00e0 minera\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias localidades, assumiu a par\u00f3quia de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o de Pouso Alto em 1799, e, ap\u00f3s 1805, estabeleceu-se na propriedade, localizada em uma das mais altas partes do montanhoso territ\u00f3rio. Tr\u00eas sobrinhos seus, tamb\u00e9m vindos dos A\u00e7ores, estabeleceram-se na localidade e constitu\u00edram alguns dos primeiros troncos familiares, tornando-se, em pouco tempo, ricos e poderosos propriet\u00e1rios de terras.Tradi\u00e7\u00e3o oral sempre atribuiu ao padre Luz a funda\u00e7\u00e3o de Cristina, marcada pela celebra\u00e7\u00e3o da primeira missa em sua sesmaria, no dia 13 de maio de 1774. Recentes pesquisas hist\u00f3ricas, no entanto, ainda a serem publicadas, desmentem tal vers\u00e3o.</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>Foi o sacerdote, sem d\u00favida alguma, um dos primeiros e mais importantes moradores do Sert\u00e3o da Pedra Branca, e pioneiro semeador da f\u00e9 crist\u00e3 na regi\u00e3o.O primitivo arraial denominado Esp\u00edrito Santo de Cumquibus integrava a extensa comarca do Rio das Mortes (sediada em S\u00e3o Jo\u00e3o del Rey), o munic\u00edpio de Baependi e a par\u00f3quia de Pouso Alto. O nome latino Cumquibus exprime riqueza, n\u00e3o sendo conhecida uma explica\u00e7\u00e3o totalmente correta para tal denomina\u00e7\u00e3o. \u00a0No dizer popular, seriam muitos os ricos que residiam no local.Tornou-se distrito e par\u00f3quia em 07 de abril de 1841, atrav\u00e9s da Lei Provincial nr. 209.Com a cria\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio de Itajub\u00e1, em 1848, passou a fazer parte do mesmo. O top\u00f4nimo Esp\u00edrito Santo de Cumquibus foi permutado pela designa\u00e7\u00e3o Cristina, seguindo determina\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 485, de 19 de junho de 1850, que criou o munic\u00edpio e elevou a povoa\u00e7\u00e3o \u00e0 categoria de vila. Prestava-se assim uma homenagem a Imperatriz do Brasil, Tereza Cristina Maria de Bourbon, esposa de D. Pedro II. Sua instala\u00e7\u00e3o deu-se somente dois anos mais tarde, em 20 de janeiro de 1852, tendo sido eleito \u00a0primeiro Presidente da C\u00e2mara Municipal o Comendador Jo\u00e3o Carneiro Santiago.</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>Grande articulador de tal mudan\u00e7a foi o cristinense Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, que se projetaria no cen\u00e1rio pol\u00edtico de Minas Gerais e do Brasil, amigo \u00edntimo de Dom Pedro II, que, mais tarde, seria nomeado por ele Conselheiro do Imp\u00e9rio, e que viria a ocupar v\u00e1rios minist\u00e9rios, at\u00e9 a queda da monarquia, em 1889.Em dezembro de 1868, a Princesa Isabel e seu marido, o Conde D\u2019Eu, visitaram a Vila Cristina, em agradecimento oficial \u00e0 homenagem, ficando hospedados na resid\u00eancia de Joaquim Delfino.O Livro de Atas n\u00ba 2, da C\u00e2mara Municipal, verso da p\u00e1gina 74, em ata datada de 07 de dezembro de 1868, reproduz o pronunciamento de Delfino, ent\u00e3o Presidente da mesma, por ocasi\u00e3o da c\u00e9lebre visita:\u00a0\u201c\u2026 se a denomina\u00e7\u00e3o de Villa Christina que a esta povoa\u00e7\u00e3o lhe concedeu a Assembl\u00e9ia Legislativa Provincial a pedido de seus habitantes exprime um sentimento de respeitosa lembran\u00e7a e venera\u00e7\u00e3o a S. M. (Sua Majestade) a virtuosa Imperatriz, vossa Augusta m\u00e3e, \u00e9 com prazer que o recordamos em prova de nossa nunca desmedida lealdade, e sincero amor a ilustre dinastia, que felizmente dirige os destinos da primeira na\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica do Sul\u201d.Integraram o munic\u00edpio de Cristina em diferentes \u00e9pocas, a partir de sua cria\u00e7\u00e3o, os distritos de Maria da F\u00e9, Santa Catarina (Nat\u00e9rcia), Virg\u00ednia, Dom Vi\u00e7oso, S\u00e3o Sebasti\u00e3o da Pedra Branca (Pedralva), Silvestre Ferraz (Carmo de Minas) e Ol\u00edmpio Noronha. Entre 1884 e 1963 tais distritos foram desmembrados, transformando-se tamb\u00e9m em munic\u00edpios.Em 15 de junho de 1872 a Vila Cristina foi elevada \u00e0 categoria de cidade atrav\u00e9s da Lei Provincial nr. 1.855, e, quatro anos mais tarde, tornou-se sede de Comarca, isto em 08 de julho de 1876, por for\u00e7a da Lei n\u00ba 2.273.</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>\u00a0Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Cristina - MG:\u00a0</span><a href=\"http://cristina.mg.gov.br/?page_id=161\">http://cristina.mg.gov.br/?page_id=161</a></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span><br /></span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>As terras onde se ergue a cidade de Cristina eram verdadeiro sert\u00e3o no ano de 1774, quando o padre portugues, Jos\u00e9 Dutra da Luz, morador de Pouso Alto, tendo not\u00edcia de que havia ouro em abund\u00e2ncia naquelas paragens, para l\u00e1 se transportou com o intu\u00edto de extrair o precioso metal. Sendo possuidor de fortuna, fez construir, a 6 km do local onde hoje se acha a cidade, algumas casas e uma capela, na qual colocou uma imagem de Nossa Senhora da Gl\u00f3ria que consigo trouxera. A 13 de maio daquele ano foi celebrada nessa capela a primeira missa, pelo mesmo padre Jos\u00e9 Dutra Luz. Mais tarde conhecendo melhor a regi\u00e3o, transferiram-se os moradores para onde esta atualmente a cidade. No ano de 1800, o pequeno n\u00facleo j\u00e1 era um arraial que recebeu o nome de Espirito Santo de Cunquibus. Posteriormente vieram de Portugal para a nova localidade tres sobrinhas do padre Jos\u00e9; a\u00ed contra\u00edram matrim\u00f4nio e constitu\u00edram os primeiros troncos das fam\u00edlias que se radicaram no lugar.</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span>\u00a0Fonte: ENCICLOP\u00c9DIA DOS MUNIC\u00cdPIOS BRASILEIROS</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span></span><span>\u00a0Autor do Hist\u00f3rico: DEISE MARIA GUERREIRO RIBEIRO</span></p>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span><br /></span></p>\r\n<div class=\"formacao_administrativa\" style=\"text-align: justify; \">\r\n<h3>Forma\u00e7\u00e3o Administrativa</h3>\r\n<p><span><br /></span></p>\r\n<p><span>Distrito criado com a denomina\u00e7\u00e3o de Cristina (ex-povoado de Esp\u00edrito Santo dos Cumquibus), pela Lei Provincial n.\u00ba 209, de 07-04-1841, e Lei Estadual n.\u00ba 2, de 14-09-1891, subordinado ao munic\u00edpio de Itajub\u00e1.</span></p>\r\nElevado \u00e0 categoria de vila com a denomina\u00e7\u00e3o de Cristina, pela Lei Provincial n.\u00ba 485, 19-06-1850 ou 19-07-1850, desmembrada dos munic\u00edpios de Itajub\u00e1 e Baependi ou somente Itajub\u00e1. Sede na antiga povoa\u00e7\u00e3o de Cristina. Constitu\u00eddo do distrito sede. Instalado em 20-01-1852.<br />Elevado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de cidade com a denomina\u00e7\u00e3o de Cristina, pela Lei Provincial n.\u00ba 1.885, de 15-07-1872.<br />Pela Lei Provincial n.\u00ba 3.442, de 28-09-1887, e Lei Estadual n.\u00ba 2, de 14-09-1891, \u00e9 criado o distrito de Dom Vi\u00e7oso e anexado ao munic\u00edpio de Cristina.<br />Pela Lei Estadual n.\u00b0 2, de 14-09-1891, \u00e9 criado o distrito de S\u00e3o Louren\u00e7o e anexado a vila de Cristina.<br />Pela Lei Estadual n.\u00ba 319, de 16-0-09-1901, o distrito de S\u00e3o Louren\u00e7o foi transferido da vila de Cristina para a vila de Silvestre Ferraz.<br />Em divis\u00e3o administrativa referente ao ano de 1911, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo de 2 distritos: Cristina e Dom Vi\u00e7oso.<br />Nos quadros de apura\u00e7\u00e3o do recenseamento geral de I-IX-1920, o munic\u00edpio aparece constitu\u00eddo de 2 distritos: Cristina e Ros\u00e1rio de Dom Vi\u00e7oso (ex-Dom Vi\u00e7oso).<br />Pela Lei Estadual n.\u00ba 843, de 07-09-1923, o distrito de Ros\u00e1rio de Dom Vi\u00e7oso foi transferido do munic\u00edpio de Cristina para Silvestre Ferraz (mais Tarde Carmo de Minas).<br />Em divis\u00e3o administrativa referente ao ano de 1933, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo do distrito sede.<br />Assim permanecendo em divis\u00f5es territoriais datadas de 31-XII-1936, 31-XII-1937.<br />Pela Lei Estadual n.\u00ba 336, de 27-12-1938, \u00e9 criado o distrito de Ol\u00edmpio Noronha (ex-Esta\u00e7\u00e3o de Ol\u00edmpio Noronha) e anexado ao munic\u00edpio de Cristina.<br />Em divis\u00e3o territorial datada de 1-VII-1950, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo de 2 distritos: Cristina e Ol\u00edmpio Noronha.<br />Assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 1-VII-1960.<br />Pela Lei Estadual n.\u00ba 2.764, de 30-12-1962, \u00e9 desmembrado do munic\u00edpio de Cristina o distrito de Ol\u00edmpio Noronha. Elevado \u00e0 categoria de munic\u00edpio.<br />Em divis\u00e3o territorial datada de 31-XII-1963, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo do distrito sede.<br />Assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 2007.</div>\r\n<div class=\"fonte\" style=\"text-align: justify; \">\r\n<h3></h3>\r\n<p>\u00a0</p>\r\n<p>\u00a0Fonte:\u00a0<span>Cristina (MG). Prefeitura. 2014. Dispon\u00edvel em: http://cristina.mg.gov.br. Acesso em: mar. 2014.</span></p>\r\n</div>\r\n<p style=\"text-align: justify; \"><span><br /></span></p>", "author_name": "Interlegis", "version": "1.0", "author_url": "https://www.cristina.mg.leg.br/author/Interlegis", "provider_name": "C\u00e2mara Municipal", "type": "rich"}